Greve geral pode ser ibérica

"Essa noite, eu tive um sonho de sonhador maluco que sou, eu sonhei…
com O dia em que a Terra parou!"

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Quinta, 04 Outubro 2012 19:42
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A greve geral convocada pela CGTP para 14 de Novembro em Portugal pode ter, pela primeira vez, amplitude ibérica. Arménio Carlos confirmou essa possibilidade citando contactos com as Comisiones Obreras.

O Conselho Nacional da CGTP decidiu por unanimidade marcar uma greve geral para o próximo dia 14 de Novembro segundo o lema "Contra a exploração e o empobrecimento; mudar de política – por um Portugal com futuro".

A decisão confirma a proposta anunciada na grande manifestação de sábado, 29 de Setembro, no Terreiro do Paço e que na altura foi acolhida com grande entusiasmo pelas centenas de milhar de pessoas presentes.

"Os trabalhadores e o povo estão subjugados a um governo mentiroso"", salienta o Conselho Nacional da Intersindical, um governo que anunciou ainda mais medidas orientadas para "o roubo dos salários e o agravamento da carga fiscal para os trabalhadores, os reformados, os pensionistas e as famílias em geral".

A resolução que convoca a greve geral salienta que "Portugal não pode continuar subjugado a um Governo que, assumindo a sua natureza de classe ao serviço do grande capital, assenta a sua governação no agravamento dos sacrifícios impostos aos trabalhadores e ao povo português, para satisfazer os interesses privados dos grupos económicos e financeiros".

Arménio Carlos afirma que as Comisiones Obreras já manifestaram a disponibilidade para realizar uma greve geral em Espanha na mesma data. Executiva da Confederação Europeia de Sindicatos, que reúne em 16 de outubro, pode discutir outras lutas gerais para esse dia.

Ao anunciar a data de 14 de novembro para uma greve geral, o secretário-geral da CGTP apelou à convergência do movimento sindical, dizendo que "tudo fará para ampliar a convergência para ter uma grande greve geral"."Todos são bem vindos", afirmou, acrescentando que a CGTP não irá condicionar as propostas de outras organizações sindicais mas também não se deixará condicionar. O sindicalista disse que alguns sindicatos, independentes e da UGT, já manifestaram disponibilidade para participar na greve geral.

O secretário geral da UGT, João Proença, afirmou que a sua central não pretende aderir à greve geral, que considera ter sido convocada numa "atitude sectária" para "dividir a UGT. Não desmentiu, porém, que sindicatos filiados na central poderão integrar-se no grande movimento laboral de protesto contra a austeridade a 14 de Novembro.

Fonte: be internacional

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