França: CGT convoca ruptura com o estelionato eleitoral de Hollande

Central anuncia atos contra “lei dos bancos” que faz desemprego atingir 9 milhões e leva mais 8 milhões de assalariados a amargarem pobreza
“Cabe a nós hoje agir por uma verdadeira ruptura com escolhas políticas que só respondem a interesses do capital e têm conduzido a mais de 3 milhões de desempregados, 6 milhões em subempregos e 8 milhões de assalariados que vivem no limiar da pobreza”, afirma a Central francesa, Confederação Geral do Trabalho (CGT), no documento de 13 de setembro denominado “Para sair da crise, vamos agir por uma resposta a nossas reivindicações”.
A CGT alerta que a única coisa que está sendo valorizada pelo atual governo francês e demais governos submissos aos bancos, na Europa, é a remuneração do capital. Para isso se estabeleceu “uma caça aos salários, aos empregos e à produção industrial”.
A Central alerta que o ataque aos salários e aos direitos trabalhistas não servirá de saída para a crise e não pode ser a solução para os problemas criados pelo capital financeiro em detrimento da indústria.
O arrocho leva “ao empobrecimento dos assalariados e aposentados e impede qualquer retomada do crescimento”.
“O trabalho não é um custo, é o canal de criação de riquezas por intermédio dos assalariados”, afirma a CGT francesa.
A Central pretende trazer para o centro da discussão da sociedade “a redução do desemprego, a melhoria dos salários e da proteção social”.
A declaração da Central vem em resposta ao estelionato eleitoral de François Hollande que se elegeu prometendo a retomada do crescimento e afirmou, no dia 7, que esse crescimento será postergado por mais dois anos (será reduzido a desastrosos 0,3% do PIB em 2012 e pífios 0,8% em 2013). É claro que até 2014 haverá nova enrolação, pois a França assinou, junto com 24 outros governos europeus, um tratado de rendição ao capital financeiro, é o denominado Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governança (TSCG – sigla em francês) firmado em 2 de março de 2012 e que está previsto para entrar em vigor em janeiro de 2013 e que, entre outras barbaridades, impõe por igual a condição de todos os governos europeus a um déficit máximo de 0,5% e atribui penalidades aos países cujas economias não se adequarem a este leito de procusto que o TSCG chama de “meta”.
“Junto com a Confederação Europeia dos Sindicatos, nós nos opomos ao TSCG”, afirma a CGT que anuncia para o mês de outubro mobilizações em defesa dos salários, dos empregos industriais e dos aposentados, tanto na França, como em conjunto com as Centrais de toda a Europa.
“Ao contrário das política de retração orçamentária, deve ser aplicada uma política de retomada econômica que favoreça o emprego e o desenvolvimento dos serviços públicos, ao contrário das ameaças aos direitos sociais”.

Fonte: Blog do Fajardo

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