Câmera de segurança grava ação contra estudantes da UNILA

Abaixo, a gravação completa da câmera de segurança da entrada da residência onde ocorreu a ação militar que espancou e humilhou estudantes da UNILA.

O interessante é que tentam justificar a ação em função de alguns fatos pressupostos que, adianta-se, deveriam, por princípio e no mínimo, passar por investigação judicial antes de se estabelecer se de fato eram verdade ou não. Além disso, ainda que essas coisas fossem confirmadas, não justificariam os atos de violência praticados. São eles, segundo os defensores da violência policial:

1. Os estudantes estavam perturbando a ordem (barulho);

2. Estavam alcoolizados;

3. Receberam reclamações de vizinhos;

3. Insultaram os policiais;

4. Quebraram o vidro da janela;

Do lado dos estudantes, os seguintes fatos pressupostos:

1. Estavam em uma comemoração;

2. O som era provenientes de caixas de computador (pouca potência) e um violão;

3. Os policiais queriam levar um “representante” para a delegacia;

4. Diante da dificuldade dos estudantes em atender o pedido, diante de um ambiente de exaltação mútua, a polícia passa a agredir de forma generalizada, arrastando, golpeando duramente, insultando, prendendo e persistindo na humilhação.

De concreto, depoimentos, vídeos, reportagens.

De um lado, aqueles que apontam no fato apenas uma demonstração do modo rotineiro da atuação militar, baseada em violência extra-judicial (ilegal), tendo como alvo a população que sofre tipicamente a discriminação e intolerância resultantes da exclusão inerente ao modelo social vigente (capitalista).

Do outro, aqueles que tentam justificar o injustificável. Ainda que todas os pressupostos alegados fossem verdade, não seriam suficiente para justificar a agressão relatada.

Para contribuir, depoimentos relatam que a polícia agiu possivelmente também sob critérios ideológicos, insultando um estudante por cursar sociologia e por, supostamente, ser marxista.

Podemos concluir, então, que no Paraná se revive o espírito da ditadura?

Ora, pois, isso é inadmissível. Não podemos permitir que nos levem de volta à Idade Média.

É preciso explicações do sr. Governador e da Secretaria de Segurança Pública.

O mais importante não é culpabilizar individualmente os policiais que estiveram diretamente envolvidos na ação.

O mais importante é rever a política de segurança pública adotada. É preciso que as forças públicas de segurança observem os limites mínimos da lei, utilizando a força somente no trato de ocorrências violentas. E também jamais prejulgar ou aplicar castigos, que não está previsto em lei.

Isso se chama Estado de Direito, que infelizmente, parece que muitos ainda resistem em aceitá-lo.

E os responsáveis pela política de Estado na segurança pública são os mandatários, governador, secretários, deputados, ministérios, etc. É deles que devemos ouvir respostas a esses fatos e medidas para uma política racional de segurança pública, que respeite os mínimos pressupostos de um Estado de Direito.

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