“Portugal está a saque”

Fonte: Esquerda.net

Francisco Louçã afirmou esta segunda-feira que o Bloco “não aceita nenhuma dívida ilegítima, não aceita a destruição do salário” e que “é contra a troika, a sua austeridade, o seu governo, o seu autoritarismo, que é preciso juntar forças para fazer uma esquerda grande”.
Artigo | 13 Março, 2012 – 01:24

Durante um jantar com apoiantes do Porto, realizado no final do primeiro dia das Jornadas Parlamentares do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã sublinhou que “Portugal está a saque” mediante “a ditadura, a tirania da dívida” imposta pela troika e apelou à adesão à Greve Geral do próximo dia 22 de março.

A luta pelo respeito, pela transparência, pela clareza e pela responsabilidade, travada por todos aqueles e aquelas que participaram no 12 de março de 2011, "foi importante então como é importante agora e sê-lo-á no futuro", defendeu o dirigente bloquista.

“O que nós precisamos é de responsabilidade no presente”, adiantou Louçã, referindo-se ao último episódio que envolve o presidente da República, “que comenta à segunda-feira o que publicou na sexta-feira, transformando todo o seu mandato numa espécie de algazarra permanente, interpretando-se a si próprio a respeito do passado”. “Precisamos de soluções e não confusões. Quem tem responsabilidade na política tem a responsabilidade da clareza”, rematou Louçã a este respeito.

Primeiro-ministro inventa o “financês” como solução para os problemas

"O governo descobriu agora uma nova forma de tratar os problemas e eu quero falar-vos dela, porque ela é imaginosa, não podíamos supor que isto fosse possível. A solução do governo é: se há um problema, mudamos-lhe o nome, chamamos-lhe uma coisa diferente", criticou Louçã.

O dirigente bloquista, que acusou o primeiro-ministro de "não saber o que dizem" outros membros do governo e de ser "corrigido" por eles, adiantou que o executivo inventou "uma nova língua, o financês", que utiliza para responder a todas as criticas com que é confrontado.

É preciso "impor responsabilidade contra o autoritarismo do governo do PSD/CDS-PP", defendeu Francisco Louçã.

O deputado do Bloco de Esquerda relembrou, a este propósito, as declarações do primeiro-ministro que, na última semana, afirmava “que não se compreendia que pudesse existir pagamento de dividendos”, relativo a anos anteriores, aos chineses ou aos omanenses que compraram a EDP e a REN, sendo que a Secretária de Estado do Tesouro já veio reafirmar, desmentindo o responsável governamental, que estão assegurados 36 milhões de euros para quem vier a comprar a REN.

“Sem palavra não há respeito. Sem palavra não há responsabilidade”, realçou Louçã, reforçando que poderemos confirmar brevemente se o primeiro-ministro irá cumprir a sua palavra.

O “financês” também tem sido utilizado pelo governo, segundo o dirigente bloquista, para justificar o novo financiamento do BPN de 300 milhões sem juros, ao qual o executivo recusa chamar empréstimo, optando pela expressão linha de crédito. Ou também no que respeita ao negócio das portagens da ponte 25 de abril, no qual não existiram dois pagamentos mas sim “dois recebimentos”, segundo sublinha o governo.

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