Parlamento egípcio quer romper relações e chama Israel de “inimigo nº 1” do país

Fonte: Opera Mundi

A Assembleia do Povo (câmara baixa) do Parlamento egípcio pediu nesta segunda-feira (12/02) que o governo de seu país "revise todas suas relações e convênios" com Israel, classificado como o "inimigo número um" do Egito e do mundo árabe.

Numa sessão celebrada hoje, os parlamentares aprovaram uma dura resolução elaborada pela comissão de Assuntos Árabes que também determina a expulsão do embaixador israelense no Cairo e a retirada da delegação egípcia em Israel. Apesar da moção parlamentar, a Junta Militar que está no poder no país mantém a autoridade sobre a política externa e assegurou por várias vezes que não irá reexaminar os tratados internacionais.

O documento, que nunca se refere a Israel por seu nome mas sim como "entidade sionista", contém oito pontos que indicam uma forte mudança de rumo na posição do Egito em relação ao conflito no Oriente Médio. O Parlamento do país é composto por uma ampla maioria de partidos islâmicos. "O Egito da revolução nunca será amigo, sócio e aliado da entidade sionista, que consideramos como o inimigo número um do Egito", afirma o texto.

A resolução parlamentar exige que o executivo "revise todas suas relações e convênios com este inimigo, que representa uma ameaça verdadeira para a segurança e os interesses nacionais egípcios", e pede também o país deixe de exportar gás para Israel. Os deputados também exigem que o Egito modifique sua política nuclear enquanto Israel não aceitar assinar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.

O Parlamento egípcio, constituído em janeiro nas primeiras eleições democráticas após a renúncia do presidente Hosni Mubarak, reivindica que os Estados Unidos e a comunidade internacional atuem diante do perigo nuclear israelense da mesma maneira como fizeram com o "suposto perigo nuclear iraniano". O texto também ataca os EUA: "a entidade sionista é a outra face e a extensão natural e histórica dos Estados Unidos como projeto, valores e princípios históricos".

O motivo apontado pelos deputados para aprovar a resolução são os recentes bombardeios do exército israelense sobre Gaza, que já causaram a morte de 23 pessoas e deixaram mais de 70 feridos. "Estes crimes brutais procedem em primeiro lugar da natureza hostil da entidade colonialista, que retirou um povo de sua terra para estabelecer seu estado racista", afirmam os deputados.

Os parlamentares condenam "a política anterior do Egito, que se baseava apenas na condenação das políticas hostis israelenses", e afirmam que chegou o momento de passar das palavras para os fatos.

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