Missão Árabe à Síria desmente o conto de morticínio pelo governo

Grupo de 165 monitores entrega relatório à Liga Árabe no Cairo. Al Dabi, chefe da missão, relatou sabotagem armada contra ônibus civis e militares, oleodutos, redes elétricas e sedes de instituições governamentais

"Homens armadas abrem fogo sobre instituições governamentais em vários Estados da Síria forçando os guardas destas instituições a retribuir o fogo", declarou Mohammed Al Dabi, chefe da Missão Árabe indicada pela Liga Árabe para verificar os acontecimentos na Síria.

Em suas declarações emitidas na capital egípcia, no dia 23, Al Dabi, que comandou uma equipe de 165 homens que circularam por 15 dos 20 Estados do país, informou que os monitores presenciaram explosões que alvejaram instituições governamentais e que os alvos dos atentados são ônibus civis e militares, oleodutos e gasodutos, tanques de combustível, pontes, subestações de eletricidade.

COOPERAÇÃO

Acrescentando que "não foram observadas agressões contra protestos de civis", destacou ainda que "o governo sírio foi cooperativo e forneceu segurança aos integrantes da missão mas não interferiu no trabalho dos monitores", acrescentou.

Al Dabi sublinhou que apesar disso, "o governo sírio retirou todo o armamento pesado e veículos de combate foram retirados das cidades".

"O que foi publicado sobre a missão não afetou o nosso trabalho. A missão não fez adivinhações, especulações ou conceitos ou opiniões pessoais e informou o que viu", esclareceu Al Dabi, que também relatou não haver testemunhado ataques sobre manifestantes que protestavam sobre o governo.

Sobre os números de presos "que a oposição alegou ser de 12 mil, mas não foram apresentados dados sólidos sobre isso". Ele falou que após o decreto de anistia, baixado pelo presidente Bashar Al Assad, o número de presos liberados chegou a 7.614 (mais de quatro mil já haviam sido soltos antes do decreto).

O governo sírio, segundo Al Dabi aprovou a entrada de 147 veículos de imprensa e que o governo atendeu ao pedido da missão e estendeu os vistos dos jornalistas presentes no país. Vale aliás, lembrar que durante uma das reportagens realizadas em Homs, um grupo de jornalistas foi atacado por morteiros disparados por terroristas o que resultou na morte de um jornalista francês e ferimentos em um belga.

Al-Dabi lembrou que alguns setores da mídia criticou duramente a missão. "A mídia precisa basear-se nos fatos", e acrescentou que o informe não era pessoal mas foi realizado com base nas observações de todos os monitores.

"Alguns canais de mídia árabes atacaram a missão por não escrevermos o que eles queriam determinar", disse Al Dabi.

Ele relatou que um dos monitores – o argelino Anwar Maek (que mora na França) – que deu entrevista à Al Jazeera dizendo que "o governo sírio comete uma série de crimes contra seu próprio povo" e ainda que viu "mulheres e crianças sendo massacradas no levante popular" e que deixara o país após ser vítima de uma "esmagadora intimidação", só havia se ausentado do hotel uma única vez, "dizendo-se doente".

Todos os membros da missão estão bem e ninguém foi molestado uma única vez por agentes do governo, declarou Dabi.

Além da mídia, os governos árabes, capachos dos EUA, foram os que mais ficaram incomodados. O Qatar, desde o início do trabalho da missão quis desmontá-la quando viu que ela não corroborava a máquina de fraude da mídia pró-imperial e o representante da Arábia Saudita declarou que retirava os representantes de seu país da missão, pretextando que a "Síria não seguia o protocolo assinado com a Liga Árabe".

NATHANIEL BRAIA

Fonte: Hora do Povo

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