Mais reflexões sobre a Síria

Parece muito clara a campanha de desestabilização contra a Síria. Os truques midiáticos para caracterizar uma ‘revolta popular’ contra um ‘ditador’ a favor de ‘democracia’ são explícitos. É só conhecer um pouco do histórico desse modus operandi e ler as notícias de fontes progressistas para ter clara essa visão. A ausência completa do contraditório (o outro lado) na mídia hegemônica (comercial) depõe de forma contundente contra a objetividade e a credibilidade desses meios. As grandes manifestações, em apoio ao presidente sírio e ao processo de reforma, são notórias, mas sistematicamente ocultadas pela grande mídia, que só passa a informação selecionada por quem promove a conspiração. A grande mídia brasileira segue à risca a cartilha imperial. Mente e omite informações ao povo brasileiro, com a finalidade de dar respaldo ideológico à agressão.

Farsa semelhante deu-se em todas as recentes ocupações militares (Afeganistão, Iraque, Líbia, etc, só para ficar em alguns casos) sendo que a Líbia foi o mais recente, exemplar e trágico. Em todos esses lugares, o despotismo, a tirania e o terrorismo se deram, de fato, após a ocupação militar estrangeira, liderada pelas potências ditas ocidentais. As versões divulgadas chegam a ser absurdas.

Os meios de comunicação imperialistas invertem a realidade. Chamam de ‘intervenção humanitária’ verdadeiros genocídios e outras aberrações (bombardeios, assassinatos, prisões, torturas e uma série de outras violações graves).

E a agressão que está em andamento contra a Síria faz parte de uma estratégia global do imperialismo, que está decididamente inclinado a submeter o mundo à força ao modelo colonial capitalista.

Os planos imperialistas para o Oriente Médico são diabólicos assim como são horrendas as situações a que chegaram os países que foram submetidos à invasão estrangeira (Afeganistão, Iraque e Líbia). A concretização dos planos imperialistas (contra a Síria e o Irã) significa, certamente, o destroçamento dessas nações e a consequente eliminação da resistência.

É claramente ilegal e ilegítimo o apelo a uma intervenção militar na Síria e no Irã. Até as sanções econômicas não podem deixar de ser vistas como agressão.

A farsa é semelhante a tantas outras, mas pode ser que o destino não seja o mesmo. Até mesmo porque outras nações devem ter clara a disposição hostil e vil do império. Todos devem saber que Síria e Irã são somente os próximos de uma série de outras hostilizações. Rússia e China devem saber que isso representa ameaça às suas soberanias. Os BRICs devem saber disso também. Portanto, uma aliança é imprescindível para frear os ímpetos da besta-fera imperialista.

A mobilização consciente dos povos deve ser tarefa.

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