Malta: 12.000 soldados prontos para entrar na Líbia

Um informe dramático sobre a situação líbia.

Malta: 12.000 soldados prontos para entrar na Líbia


Cynthia McKinney – Global Research

É com grande desgosto que recebo publicações de notícias na imprensa estrangeira e de fontes líbias que nosso Presidente nesse momento tem 12.000 soldados estadunidenses estacionados em Malta prontos para descer na Líbia.

Para aqueles de vocês que não estavam seguindo de perto a situação na Líbia, a resistência ao governo do Conselho Nacional de Transição é forte. O elenco de dirigentes do Conselho Nacional de Transição (CNT) tem tanto apoio quanto tinha Mahmoud Abbas antes da solicitação às Nações Unidas de um Estado Palestino ou Hamid Karzai, o afegão de aparência régia politicamente impotente, ou ainda, George W. Bush depois de oito anos.

O CNT não tem apenas que lutar com uma resistência com base de apoio vibrante e bem financiada, mas com as várias milícias do CNT que agora estão lutando umas com as outras. Eu acredito que este “socialcídio” da sociedade líbia, como testemunhamos previamente no Iraque e no Afeganistão antes deste, é parte de um plano cuidadosamente elaborado de desestabilização que, em última análise, serve aos interesses imperiais dos EUA e daqueles do estado sionista e seus agentes norte-americanos que se curvam diante de uma maior suserania de Israel sobre gigantescas faixas de populações de língua árabe. O Paquistão também está na lista de neutralização nas questões mundiais e dos muçulmanos, sobrecarregado com seu próprio líder civil impopular que se encontra no bolso dos Estados Unidos para sobreviver, geralmente fincado por seu guardião fiador.

A “Primavera Árabe” brotou e as impressões digitais indeléveis de operações malignamente financiadas do estrangeiro devem ser apagadas se as pessoas quiserem realmente uma chance de governar a si mesmas. Infelizmente, essas organizações inspiradas no exterior estão presentes e operando em praticamente todos os países do mundo. A ameaça está sempre presente como células sonolentas – tudo o que é preciso é que a palavra certa para “ativá-las” seja dita. Tanto Daniel Ortega como Hugo Chávez podem escrever pilhas de papel sobre o impacto do National Endowment for Democracy (NED) na vida política de seus países.

Em outras palavras, aqueles que criam o caos têm um plano e em meio ao caos, eles geralmente são os vitoriosos. Aqueles que projetaram o plano deste caos eram afiliados ao Projeto Para Um Novo Século Americano – leia A Clean Break (Uma Ruptura Limpa) caso você ainda não tenha lido. O General Wesley Clark nos contou sobre o plano para invadir e destruir os governos de sete países em cinco anos: Iraque, Síria, Líbano, Líbia, Somália, Sudão e Irã. “Essas pessoas tomaram o controle da política nos Estados Unidos”, Clark continua. Ele conclui, “Este país foi tomado por um grupo de pessoas com uma política de golpe: Wolfowitz, Cheney, Rumsfeld, e… colaboradores do Projeto Para Um Novo Século Americano: eles quiseram que desestabilizássemos o Oriente Médio”. Richard Perle, Bill Kristol publicam estes planos e “mal podem esperar para terminar com o Iraque para que eles possam ir pra cima da Síria”, Clark continua. “A raiz do problema é a estratégia dos Estados Unidos nesta região. Por que os estadunidenses estão morrendo nessa região? Esta é a questão”, ele termina.

Nesse momento, da Líbia, relatos são de que mesmo os rebeldes de Misrata (aliados da OTAN responsáveis pelo assassinato de centenas de líbios, inclusive Mutassim Kadafi) que tentaram escalar plataformas de petróleo em Brega (uma importante cidade petrolífera da Líbia) foram aniquilados pelos helicópteros Apache de seus próprios aliados da OTAN. Um médico líbio que se tornou jornalista da resistência relatou ontem que todas as plataformas de petróleo estão ocupadas pela OTAN e que navios de guerra ocupam portos da Líbia. Fotografias mostram acampamentos italianos no deserto com um anúncio de que franceses também virão.

Outras manchetes de notícias relatam que os qatarianos e emiratenses são os engenheiros agora nas usinas de petróleo, deixando desesperados os trabalhadores líbios. Enquanto os motoristas líbios formam longas filas para abastecer com gasolina tropas estrangeiras têm assegurado a exportação do outro negro. Para os líbios falta comida suficiente e os gêneros básicos, o país foi virado de cabeça para baixo, e contaminado com urânio enquanto o número verdadeiro de mortos e os não contabilizados permanecem elevados e desconhecidos. Milhares de jovens líbios, apoiadores da Jahamiriya, definham sob torturas e assassinatos na prisão de Mistrata onde um desastre humanitário está para se desenrolar porque os rebeldes de Misrata querem matar todos eles sendo que já atacaram a prisão uma vez com esta intenção. Um apelo urgente para contatar a Cruz Vermelha Internacional foi emitido ontem para ajudar a salvar as vidas dos prisioneiros. E finalmente, líbios negros continuam sendo alvos de assédio e assassinatos na Líbia pelos aliados dos EUA/OTAN no terreno. Parece que ensinar o ódio, mostrando as imagens de soldados dos EUA no Afeganistão liberadas ontem, urinando sobre cadáveres de afegãos, não é uma coisa difícil de fazer. Vídeos são postados de líbios negros sendo espancados, açoitados, ameaçados, assediados e humilhados. Estes vídeos me fazem lembrar o antebellum South (período da História norte-americana entre 1812 e 1861) – reminiscência dos dias da escravidão e da Confederação. Portanto, quando eu uso a palavra “descer” para descrever as ações antecipadas dos EUA, eu quero dizer que: as tropas dos EUA estão para descer ao inferno na Terra criado pelo nosso Presidente e pelos lideres de outros países que aprovaram, ajudaram ou participaram na morte da sociedade que era dos líbios. Um relato da noite passada indica que uma milícia, temendo as outras milícias até convidou estrangeiros para vir protegê-la.

Eu espero que o relato que estou lendo de 12 de janeiro de 2012 não seja verdade. Espero que nosso Presidente não tenha enviado 12.000 soldados de ocupação para Malta, destinados à Líbia. Lucy Grider-Bradley (da nossa Delegação DIGNIDADE) exatamente ontem me lembrou das palavras de um representante de alto escalão do Ministério de Assuntos Estrangeiros da Jahamiriya Líbia que aconteceu de estar em um escritório na fronteira da Tunísia com a Líbia no exato momento em que esperávamos ali. Ele disse, “Deixem que os americanos venham. Queremos que eles provem nossos sanduíches. Daremos a eles o mesmo que foi servido no Vietnã.”

Por favor, escrevam o Presidente Obama (www.whitehouse.gov) e peçam a ele para não enviar tropas de ocupação (ou qualquer que seja “o eufemismo do dia” que este Governo escolha usar) para a Líbia.

Para salvar as vidas dos jovens na prisão, favor enviar e-mail à Cruz Vermelha Internacional para qualquer um ou todos os endereços de e-mail dados abaixo:
Em Trípoli 218213409262/Cruz Vermelha
218919418066 / 218925236582

والبريد اللاكتروني : tri_tripoli

Publiado em www.amarchaverde.blogspot.com

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