CAMPANHA INTERNACIONAL PELA LIBERTAÇÃO DOS “5 HERÓIS”

Hoje (28/09), lançamento do livro “Os último soldados da Guerra-Fria” com a presença do escritor Fernando Morais, a partir das 19h30 nas Livrarias Curitiba do Shopping Palladium.

Os “Cinco Heróis” – como ficaram conhecidos internacionalmente os cinco patriotas cubanos presos pelo FBI em 1998, acusados de espionagem após denunciarem grupos terroristas anticubanos com sede em Miami, nos Estados Unidos – continuam presos e tendo seus recursos protelados pela Justiça norte-americana. No total, os cinco somam quatro prisões perpétuas e 77 anos de prisão.

Logo após o triunfo da Revolução Cubana, em 1959, e com a adoção pelo governo revolucionário de medidas como a reforma agrária e a nacionalização dos bancos e das indústrias capitalistas, a alta burguesia, vendo seus privilégios ruírem, arrumou as malas e levou suas fortunas para Miami. A partir daí, nasceram as células terroristas em Miami, apoiadas e treinadas pela CIA, a agência de espionagem dos Estados Unidos.
Desde então, ações terroristas, sabotagens e agressões contra Cuba, com um saldo de milhares de mortos, feridos e grandes perdas econômicas, contrabando de armas, de drogas e de pessoas e centenas de planos para assassinar Fidel Castro, passaram a ser planejadas no território norte-americano, mais especificamente na cidade de Miami.
Os principais grupos terroristas conhecidos que atuam abertamente nos Estados Unidos são a Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA), o Conselho para a Liberdade de Cuba (CLC), Irmãos ao Resgate, o Movimento Democracia e o Alpha 66. Todos com grande influência nos meios de comunicação e protegidos pelos parlamentares dos quais esses grupos financiam a eleição.

Quem são os cinco?

ANTONIO GUERRERO (Miami, 1958), engenheiro de construção de aeródromos, poeta, dois filhos; FERNANDO GONZÁLEZ (Havana, 1963), casado, graduado do Instituto de Relações Internacionais (ISRI), do Ministério de Relações Exteriores de Cuba; GERARDO HERNÁNDEZ (Havana, 1965), casado, graduado do ISRI, caricaturista; RAMÓN LABAÑINO (Havana, 1963), casado, três filhas, graduado de Licenciatura em Economia na Universidade de Havana; e RENÉ GONZALEZ (Chicago, 1956), casado, duas filhas, piloto e instrutor de voo.

Para cumprir uma missão humanitária e impedir a continuidade de atentados contra seu povo e seu país, estes cinco cubanos “fugiram” para os EUA e se infiltraram nos grupos terroristas anticubanos e anticastristas ali existentes.

Como esses grupos terroristas contam com apoio de altas personalidades da política norte-americana, é claro que os cubanos não podiam solicitar autorização dos Estados Unidos para infiltrar-se nos grupos terroristas. Desse modo a operação estaria comprometida, como também a vida de todos os que dela participavam.
Depois de alguns anos de trabalho, os cinco cubanos reuniram provas e um vasto material sobre esses grupos, como fitas, vídeos e documentos de atentados planejados, quem os financiava etc. Esse material e os planos dos novos atentados foram entregues ao FBI em julho de 1998. Em setembro do mesmo ano, os cinco foram presos pelo FBI, acusados de espionagem, e as denúncias que fizeram foram arquivadas. Em resumo: o FBI prendeu os inocentes e deixou livres os criminosos.

Presos em 12 de setembro de 1998, os cinco foram submetidos a cela de isolamento durante 17 meses e 48 dias, sem contato com amigos e limitados a alguns contatos com a família, sem ter cometido indisciplina alguma, sendo objeto de tratos cruéis, desumanos e degradantes.

O julgamento foi uma farsa e violou não só a Constituição norte-americana (quanto ao juízo rápido e imparcial), como o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos e Regras Mínimas para o Tratamento dos Reclusos (documentos das Nações Unidas), e até o regulamento do Birô de Prisões de Estados Unidos.
Vários obstáculos foram colocados ao trabalho da defesa ao demorar o acesso à documentação classificada e ao não entregar as evidências do processo. Ao final, o resultado do julgamento foi o seguinte:

– Antonio Guerrero: condenado à prisão perpétua e mais 10 anos de prisão (sic), pelos supostos delitos de conspiração para cometer espionagem e ser agente estrangeiro não declarado.
– Fernando González: condenado a 19 anos de prisão pelos supostos delitos de ser agente estrangeiro não declarado e falsa documentação. Encontra-se no cárcere de segurança máxima em Oxford, Estado de Wisconsin.

– Gerardo Hernández: condenado a duas prisões perpétuas e 15 anos de prisão (!!!) pelos supostos delitos de conspiração para cometer assassinato, conspiração para espionar, ser agente estrangeiro não declarado e por falsa documentação. Encontra-se na prisão de alta segurança de Lompoc, Califórnia. É impedido de receber visita de sua esposa, Adriana Pérez O’Connor, o que é uma violação de direitos como réu e da Declaração Universal de Direitos Humanos.

– Ramón Labañino: somente pôde voltar a ter contato com a sua família em 21 de janeiro de 2001 através de uma carta. No dia 17 de junho de 2001, Ramón e seus quatro companheiros emitiram uma mensagem ao povo norte-americano na qual explicam as razões de sua presença nesse país. Acabou sendo sentenciado à prisão perpétua e mais 18 anos (sic).

– René González: foi condenado a 15 anos de prisão pelo suposto delito de ser agente estrangeiro não declarado. Foi enviado primeiro à prisão de segurança máxima em Loreto, Estado da Pensilvânia, e recentemente transladado à Carolina do Sul. Apesar de, em 1997, sua esposa ter viajado para os Estados Unidos, onde acabou por ter uma filha em território norte-americano, não pôde ver sua filha e sua mulher foi deportada em 2000 para Cuba, sem a criança, deixada aos cuidados do avô paterno nos EUA.

A luta pela liberdade dos cinco heróis

Nada disso abalou o moral dos cinco heróis nem do povo cubano.

A cada aniversário da prisão , o governo cubanp reafirma a luta contra os grupos terroristas e pela libertação dos Cinco. O Parlamento cubano em sessão especial otorgou o título honorífico de Herói da República de Cuba aos cinco cubanos antiterroristas condenados pelos EEUU. Também concedeu a Ordem mariana Grajales às mães e a ordem Ana Betancourt às esposas.

O exemplo do moral dos cinco fica evidente no comportamento de Antonio Guerrero, um dos cinco condenados injustamente, que usa seu tempo para escrever poemas dedicados à humanidade e à sua esperança em um mundo melhor. Seus poemas foram lançados no livro Desde minha altura e sua obra musicalizada por artistas cubanos no CD Regressareis

Também no mundo inteiro cresce a solidariedade aos cinco patriotas cubanos. A cada ano, dezenas de Comitês de Libertação pelos Cinco Heróis são criados, abaixo-assinados são enviados aos Estados Unidos e intelectuais e importantes personalidades somam-se à causa da libertação dos cinco cubanos presos nos EUA. No Brasil, Estados como Bahia, Pernambuco e Santa Catarina têm uma agenda dedicada a denunciar o caso dos cinco heróis cubanos.

Personalidades como o Prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú, Adolfo Pérez Esquivel, o escritor americano Noam Chomsky e as Mães e Avós da Praça de Maio, na Argentina, lançaram recentemente um manifesto exigindo um julgamento justo e a liberdade dos cinco.

O presidente da 63ª Assembléia-Geral da ONU, Miguel d’Escoto, foi um dos representantes de 27 países que solicitaram a Washington conceder os vistos aos familiares dos cinco antiterroristas cubanos que foram injustamente presos nos Estados Unidos.

Em setembro de 2011 completaram 11 anos dessa injustiça contra o povo cubano, e foram realizadas manifestações em dezenas de países para denunciar mais esse crime dos Estados Unidos contra um povo que ousou se libertar da dominação do imperialismo e construir seu próprio caminho.

A campanha no Paraná

Vem sendo conduzida por intermédio,especialmente, da ASSOCIAÇÃO CULTURAL JOSÉ MARTI –PARANÁ-CUBA (site: www.josemartipr.com) e do CEBRAPAZ-PR (www.cebrapaz.org.br)

FAÇA CONTATO CONOSCO E ENGAJE-SE NESSA E EM OUTRAS LUTAS EM SOLIDARIEDADE AO POVO CUBANO!

Email: associacao@josemartipr.com

Telefone:41- 99698740

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