O tráfico de drogas é uma arma de guerra

Publicado no sitewww.consegaguaverde.blogspot.com

Durante as comemorações em Teerã do Dia Internacional Contra as Drogas e o Tráfico Ilícito, o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad declarou que os governos das potências ocidentais utilizam o tráfico de drogas como um instrumento para enfraquecer as nações soberanas, que não se submetem ao imperialismo e ao sionismo.

Afirmou que as potências hegemônicas se escondem atrás de lemas aparentemente filantrópicos com o objetivo de criar um sentimento de desesperança e incapacidade das nações em combater o tráfico de drogas. “Eles se dizem partidários da liberdade e defensores dos direitos humanos, mas na realidade são os maiores delinqüentes e criminosos da humanidade”.

O presidente iraniano lembrou que a produção de narcóticos aumentou em 50%, e em alguns casos duplicou (Afeganistão), desde que as forças ocidentais de ocupação encabeçadas pelos Estados Unidos da América entraram na região. “Esta é uma estratégia criada pelos poderes hegemônicos para enfraquecer e destruir os seres humanos com o objetivo de apoderar-se massivamente dos recursos naturais dos países que desejam enfraquecer e invadir”. Mas no caso da República Islâmica do Irã, disse o presidente Ahmadinejad, “a nossa nação está decidida a resistir firmemente a este plano”, informou a ABNA News.

As palavras do presidente iraniano fazem sentido porque desde a Guerra do Ópio (1839-1842), quando o governo da Inglaterra organizou o tráfico de ópio para enfraquecer o povo chinês, os militares norte-americanos e israelenses tem utilizado o tráfico de drogas para enfraquecer os países que não se submetem às suas políticas criminosas.

Na Nicarágua tivemos o escândalo Irã-Contras, nos anos 80, onde ficou comprovado o financiamento dos "contras" que combatiam a revolução nicaragüense através da venda clandestina de armas ao Irã e de cocaína para os EUA.

Em décadas anteriores o governo norte-americano apoiava os ditadores generais bolivianos envolvidos no tráfico de drogas, a exemplo do Peru, onde até o mês passado o governo Obama e a Embaixada norte-americana apoiavam a candidata do narcotráfico peruano Keiko Fujimori na eleição presidencial. Ela é filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Quando Fujimori foi presidente do Peru, o avião presidencial levava cocaína para os Estados Unidos nas viagens presidenciais.

Após a invasão Afeganistão por tropas lideradas pelos Estados Unidos da América a produção de ópio duplicou, algo que não seria possível sem o consentimento e envolvimento de militares norte-americanos que controlam e dominam o país, a exemplo da Colômbia, onde 90% dos políticos locais estão envolvidos com o tráfico de drogas, e não são denunciados em troca da permissão de ocupação do país por tropas dos Estados Unidos com suas bases militares que ameaçam todos os países do nosso continente.

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