Convenção debate mudanças em Cuba e resgata conquistas históricas

Do Vermelho

“Uma oportunidade de união para todas as pessoas que trabalham pela solidariedade a Cuba”. É com essa frase que o cônsul de Cuba no Brasil, Lázaro Méndez, define a relevância da 19ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba.

Por Fabíola Perez

O evento – que acontece anualmente em diferentes estados do país – ocorrerá entre os dias 23 e 26 de junho e será organizado por entidades brasileiras solidárias a Cuba. Em 2011, o Memorial da América Latina, em São Paulo, será o palco desse encontro que trará uma programação diversificada, contemplando a demanda dos militantes de todo o país por debates e oficinas históricas, assim como a necessidade de informações e o interesse pela cultura cubana do público geral.

Para a coordenadora do evento, Vivian Mendes, o interesse do público pelo seminário que abordará a conjuntura atual e histórica da sociedade cubana é cada vez maior. “Cuba segue sendo um exemplo de como destruir uma sociedade capitalista. Por isso, há um interesse em se conhecer uma nova sociedade, um cenário que a mídia não mostra. Uma pequena ilha que consegue enfrentar o grande império norte-americano”, enfatiza ela.

Para Vivian, as convenções têm papéis importantes, uma vez que representam a ação política de toda a esquerda unida em torno de uma bandeira. “Esse encontro torna-se fundamental em um momento que Cuba vem sofrendo tanto com o bloqueio econômico de anos”, esclarece.

Além disso, a coordenadora considera que os brasileiros precisam ter um visão real do que acontece na ilha. “O evento ajuda na formação dos brasileiros. Precisamos entender o que de fato acontece lá. É necessário furar o bloqueio midiático, para que as pessoas tenham mais contato com a realidade do país”, ressalta Vivian.

Atualmente, Cuba vive um novo período econômico. Após o 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba, novas diretrizes econômicas foram apresentadas e aprovadas pela população. Nesse sentido, a delegação cubana presente no evento, aproveitará a oportunidade para detalhar as mudanças em curso no país.

“Além de abordar as questões históricas, as lideranças cubanas virão ao evento principalmente com o objetivo de explicar aos brasileiros como vem ocorrendo as mudanças econômicas no país”, afirma Vivian.

“Estamos trazendo personalidades de diversas especializações para promover a informação. Para falar sobre as mudanças econômicas na ilha, virá um economista para explicar a participação direta de mais de 3 milhões de pessoas nas reuniões que ajudaram a definir as novas diretrizes da economia do país”, explica o cônsul.

De acordo ele, outro aspecto relevante que o evento abordará é o 50º aniversário da vitória de Cuba em Praia Girón, episódio histórico no qual foi declarado o caráter socialista da Revolução Cubana. “Apenas trocando informações em eventos como esse conseguiremos quebrar o bloqueio da mídia”, afirma.

Para Lázaro, a convenção é resultado de uma série de encontros estaduais e que agora tem seus temas reunidos na esfera nacional. “Para evitar erros e especulação, temos que garantir a informação passada com clareza. Isso será um grande êxito”, acredita.

Além dos aspectos políticos, o cônsul ressalta a diversidade de temas culturais que serão debatidos. “Trabalhamos para atualizar e melhorar o socialismo da ilha e para que ela continue sendo uma grande inspiração e exemplo de resistência”.

Resgate cultural

Para preparar o terreno, desde o dia 21, estão sendo exibidos dois clássicos do cinema cubano: “Lucia”, de Humberto Solàs; e “Memórias do Subdesenvolvimento”, de Tomaz Gutiérrez Alea. Ainda dentro da “pré-Convenção”, será realizada uma atividade de rua, com atendimento de saúde à população e informações sobre a medicina em Cuba.

A partir do dia 23, a programação contará com as palestras: “A importância da Revolução Cubana no marco dos 50 anos da vitória em Playa Girón e a solidariedade internacional” e “Bloqueio econômico e midiático”.

As mesas contarão com a presença de Coronel Jorge Herrera Medina, combatente da batalha de Girón; Kenia Serrano Puig, presidenta do Instituto Cubano de Amizade aos Povos; Nidia María Alfonso Cuevas, professora do Instituto Superior de Relações Internacionais de Cuba; e Rosa Mirian Elizarde, jornalista do Cubadebate e Magalys Llort, parlamentar e mãe de Fernando González, um dos cinco patriotas cubanos preso nos Estados Unidos.

Serão lançados e relançados livros sobre Cuba: “De Ernesto a Che”, de Carlos ‘Calica’ Ferrer (Argentina); “A Revolução Cubana e a Questão Nacional”, de José Rodrigues Máo Júnior (Brasil); “Cuba – apesar do bloqueio”, de Mário Augusto Jakobskind (Brasil); e “Fogo cruzado”, de Coronel Jorge Herrera Medina (Cuba).

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=7&id_noticia=157091

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