Como a imprensa colabora com a guerra

A grande imprensa internacional e nacional cumprem com esmero a função de colaborar na promoção da guerra contra a Líbia. Desde o início, ajudando a amplificar um foco de insurgência armada, tratando-o como legítimo levante popular, sem oferecer o contraditório, quando inúmeros relatos davam conta de demonstrar que o movimento era promovido por uma minoria, assessorada pelo clube imperialista liderado pelos EUA e pela UE.
A guerra foi lançada e a imprensa cuida em dizer que se tratam de ataques a alvos militares, quando se sabe que isso não é verdade.
Os objetivos dos ataques tem sido também as áreas civis, onde muitas residências são atingidas com a finalidade de assassinar personalidades e também aterrorizar o povo.
O que vem sendo reportado como ‘erro’ mostra-se claramente como intenção deliberada de assassinar pessoas, pouco importando quem esteja ao redor, vitimando muitas crianças e familiares dos verdadeiros alvos desses ataques.
São ataques precisos, não são erros.

Essa notícia abaixo dá exemplo de como nossa mídia ajuda a acobertar e por isso promover o crime que agora se comete contra a Líbia.

A grande imprensa tem suas páginas sujas de sangue. São, portanto, co-patrocinadores de todas essas atrocidades.

Da BBC, publicado pelo Estadão.

Itália pede que Otan suspenda ataques contra a Líbia

A aliança militar ocidental vem promovendo uma campanha de bombardeios aéreos contra alvos militares (mentira, os ataques tem como alvos também as áreas civis) ligados ao líder da Líbia, o coronel Muamar Kadafi, e seus correligionários (mentira, ligados ao governo soberano da Líbia), desde março deste ano, em resposta à repressão violenta pelo governo contra a rebelião popular no país (mentira, em ação para derrubar um governo legítimo e implantar um governo fantoche compromissado com a recolonização do país e a transferência dos recursos do país para a exploração estrangeira).

Erro da Otan

Frattini pediu ainda que a Otan ofereça dados concretos sobre erros cometidos (mentira, o ataque foi intencional) em seus bombardeios.

No domingo, um míssil da Otan que teria errado o alvo atingiu uma área residencial (mentira, o ataque foi preciso). O governo da Líbia disse que o ataque matou nove pessoas, entre elas duas crianças.

(Mentira: o alvo da ação foi uma personalidade líbia que pertence ao conselho revolucionário do país. Os mortos eram seus familiares, inclusive filhos.)

O bloco militar reconheceu que a ação militar teria feito vítimas civis.

De acordo com Frattini, a aliança pôs sua credibilidade ”em risco” com erros como este. (mentira: a OTAN nunca teve credibilidade nenhuma perante os povos do mundo, pois são agressores e criminosos)

Pressão árabe

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, havia criticado a ação da Otan na terça-feira.

”Quando vejo crianças sendo mortas, fico com restrições”, disse, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Moussa defendeu ainda uma solução negociada para pôr fim ao conflito. ”Não há como ter um final decisivo. Agora é a hora de fazermos o que pudermos para alcançar uma solução política”, disse Moussa.

A Liga Árabe endossou a ação da Otan, que foi implementada de acordo com mandato da ONU.

A operação vinha sendo comandada coletivamente por Grã-Bretanha, França e Estados Unidos, mas o comando passou a ser exercido pela Otan a partir do final de março.

Incialmente, a missão tinha um prazo de 90 dias, que venceria no próximo dia 27 de junho, mas a operação foi prolongada por mais 90 dias.

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