Otan mata filhos e netos de Kadafi

O que deveria ser, em tese, uma operação para ‘proteger a população civil’, os bombardeios da OTAN à Líbia agora mostram claramente o objetivo de assassinar pessoas seletivamente, a começar pelo próprio Kadafi, custe o que custar.

Em www.amarchaverde.blogspot.com

Otan tenta assassinar o líder Muamar Kadafi e atinge crianças

O governo líbio acusou neste domingo a Otan de ter tentado assassinar o líder Muamar Kadafi com um ataque aéreo que matou um de seus filhos e três netos, desencadeando ataques da população local contra embaixadas estrangeiras, que obrigaram a ONU a retirar do país seus funcionários.

Na noite deste sábado, Moussa Ibrahim, porta-voz do governo, anunciou que a casa de Saif al Arab Gaddafi, um dos seis filhos de Gaddafi, tinha sido "atacada com potentes meios’ que mataram o Saif e três netos do líder líbio. A Otan, de forma hipócrita, como sempre faz ao assassinar civis indefesos em diversas partes do mundo, reconheceu ter atacado ‘um posto de comando e controle" na área, mas não confirmou a morte do filho de Kadafi.

Alguns veículos de comunicação, instrumentalizados pelo Pentágono, chegaram a colocar em dúvida o assassinato dos familiares de Kadafi, mas o bispo de Trípoli, Giovanni Martinelli, confirmou a morte de Saif em uma entrevista por telefone ao canal italiano Sky TG24.

Moussa denunciou "uma operação cujo objetivo era assassinar diretamente o dirigente do país", acrescentando que "o guia [Kadafi] e sua esposa estavam na casa", mas não ficaram feridos.
Desde o início da intervenção militar internacional, em 19 de março, diversas autoridades dos países envolvidos na operação reiteraram que o objetivo das operações permitidas pela ONU é a proteção de civis e não a morte de Kadafi, mas todas as declarações da ONU e dos governos dos países que formam a coalizão de países imperialistas ocidentais revelaram-se mentirosas e irresponsáveis.

Apesar disso, algumas dessas autoridades se mostraram ambíguas em certas ocasiões. No dia 20 de março, o ministro da Defesa britânico, Liam Fox, considerou que havia ‘uma possibilidade’ de que Kadafi fosse diretamente um alvo dos ataques.

Saif al Arab não ocupava um cargo oficial. O líder Muamar Kadafi já havia perdido uma filha adotiva em 1986, Hanna Kadafi, de apenas 2anos de idade, durante um bombardeio do imperialismo norte-americano em Trípoli.
Em mais este ataque terrorista da Otan foram assassinados o filho do líder, Saif al Arab (29 anos), seu neto Saif (2 anos), filho de Mohammad Kadafi, sua neta Carthage (2 anos), filha de Hanibal, e uma outra neta, Mastura (4 meses), filha de Aisha Kadafi, assim como de seus amigos e vizinhos, ‘todos mortos na agressão da coalizão cruzada à casa do Guia (MuamarKadafi) em um bairro residencial de Trípoli, serão enterrados na segunda-feira após a oração do meio-dia no cemitério dos Mártires de Al Hani, em Trípoli’, indicou um comunicado exibido pela TV.

À tarde, a televisão líbia exibiu imagens de representantes de diferentes religiões (católica, ortodoxa, copta e muçulmana) rezando diante de quatro corpos cobertos com lençóis. Algumas horas depois do bombardeio, as embaixadas da Itália e do Reino Unido em Trípoli foram atacadas pela população de Trípoli.

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