Desarmamento: outro plebiscito seria hipocrisia

E cá estamos novamente às voltas com a questão do desarmamento.

Oportuno ou inoporturno?

Um plebiscito nesse momento teria efeitos positivos para a questão?

Ou seria uma decisão precipitada, com muita visibilidade e pouca efetividade?

A questão do posse de armas é central ou pelo menos relevante para a atual situação de violência social?

Quem não quer ouvir falar em desarmamento? As pessoas que querem, sabem e realmente se defendem com as armas, ou a indústria bélica e até mesmo quem pretende ampliar a violência social?

Seria eficaz adotar restrições maiores ao invés de proibir totalmente? Um plebiscito é o mecanismo adequado para que prospere uma revisão legal? Como será a questão.

É preciso que se analise isso para que tal proposta (de desarmamento) ganhe força ou seja enterrada logo de uma vez.

Não podemos correr o risco de ter que travar um debate cansativo e que não levaria a nada.

Abaixo, posição defendida pelo Jornal Água Verde, de Curitiba.

Desarmamento: outro plebiscito seria hipocrisia

Os políticos que hoje defendem – municiados pela tragédia na escola de Realengo – um novo plebiscito para o dia 2 de outubro, como o presidente José Sarney, deveriam tomar vergonha na cara e cumprir aquilo que foi decidido pelo povo no plebiscito 2005.
No lugar de obedecer a decisão soberana do povo – aquele que paga salários e mordomias imorais dos políticos -, fizeram o contrário (sempre fazem o contrário da vontade popular): criaram o Estatuto do Desarmamento para dificultar o acesso da população às armas de fogo para defesa.
No plebiscito passado – aquele que os políticos não cumpriram – foram gastos R$ 252 milhões de reais. Com certeza essa gastança beneficiou alguns poucos espertos, que agora procuram repetir o fiasco.
A população – 64% dos votantes – já respondeu que não aceita desarmar o cidadão de bem enquanto os bandidos e marginais continuam armados até os dentes. É estupidez desarmar a população enquanto nossas fronteiras parecem queijos suíços, cheias de furos por todos os lados por onde passam armas e drogas.
A tragédia da escola de Realengo é problema de saúde pública, acesso da população carente a tratamentos psicológicos e psiquiátricos, e não tem nada a ver com o desarmamento da população.
Meses atrás um morador da rua Castro me contou que durante a madrugada um marginal drogado tentou arrebentar a porta de sua casa para roubar. A família estava dormindo: ele, a esposa e três filhos. O marginal só não adentrou a residência porque os vizinhos vieram em seu auxílio. No dia seguinte este cidadão honesto e honrado foi até a favela do Parolin e comprou uma arma de fogo. As nossas autoridades conseguiram transformar um cidadão trabalhador em contraventor. Este é o preço para defender sua família, enquanto os políticos corruptos, que tem seguranças armadas 24 horas, se acham no direito de condenar a população à insegurança.
O bandido, o marginal, tem acesso às armas de fogo, mas o cidadão não pode se defender porque o governo não permite, não cumpre a Constituição Federal que reconhece o direito do povo se defender diante da incompetência dos políticos brasileiros que legislam em causa própria.
Fazer outro plebiscito é pura hipocrisia e malversação do dinheiro público.
O povo brasileiro já falou bem alto – 64% da população – que é contra o desarmamento das pessoas de bem, para que elas não fiquem refém dos bandidos.
E se o senador José Sarney insistir nessa idéia, que seja, mas que os custos dessa brincadeira saia do seu próprio bolso.

José Gil
Presidente do Conselho Comunitário de Segurança do bairro Água Verde

Publicado no site www.consegaguaverde.blogspot.com

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