Repressão contra juventude causa indignação em Honduras

Enquanto os EUA ‘protegem’ os civis na Líbia, em Honduras a população sente os efeitos da ditadura de direita implantada com a deposição do presidente Zelaya, com o devido apoio dos estadunidenses.

Adeus desenvolvimentismo nacional, agora é privatização. Reclamou, leva pau!

Do Vermelho.

Repressão contra juventude causa indignação em Honduras

A população de Honduras realizou na quinta-feira (17) uma série de protestos pelo país contra as novas medidas do governo de Porfirio Lobo Sosa, que tenta privatizar a educação pública do país. Grêmios estudantis, pais e mães, organizações populares e a Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) protagonizaram manifestações em diversas cidades, mas, apesar de serem pacíficas, foram violentamente repreendidas pela polícia hondurenha.

Milhares de professores, mulheres, homens, jovens, estudantes, trabalhadores, campesinos e jornalistas foram agredidos pela polícia, em Tegucigalpa, capital do país, e em outras cidades onde as manifestações aconteceram, como Danli, Paraíso e Comayagua.

Segundo os relatos, os policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo e atiraram contra os manifestantes, e ainda prenderam dezenas de pessoas. De acordo com as denúncias, até crianças e bebês foram afetados pelo gás. As agressões policiais durante as manifestações resultaram na morte de uma professora.

Um grupo de jovens que se encontrava na Comissão Nacional para o desenvolvimento da Educação Alternativa não-formal (Coneanfo) foi reprimido e capturado por policiais, que invadiram as instalações do local. O ato provocou a indignação. "É claro que diante de uma situação deste tipo existe um desequilíbrio de forças e se deve auxiliar ao mais necessitado”, disse o secretário executivo da Coneanfo, Alexis Ordóñez.

Respeito

Ele ressaltou ainda que a Coneanfo é uma entidade pública e para o público e que tem como princípio a proteção fundamental dos Direitos Humanos. "Sempre apoiaremos a educação pública tanto nos sistemas formais, não formais e informais”, enfatizou. O secretário da Conenafo também fez um alerta para que a população do país tolere e respeite o pensamento alheio, e os atos pela busca de justiça e de educação de qualidade, crítica e reflexiva.

A Plataforma de Direitos Humanos do país também se manifestou sobre os acontecimentos e denunciou a repressão policial hondurenha contra as manifestações pacíficas, para a comunidade nacional e internacional. "Reiteramos nosso chamado para a comunidade nacional e internacional para denunciar estas graves violações aos direitos humanos das e dos hondurenhos e para exigir o fim da repressão contra o povo que está exercendo seu direito constitucional a manifestar-se em defesa de seus interesses”, expressou a Plataforma, por meio de comunicado.

Aposentadoria

Além da tentativa de privatização da educação pública, a população também protestou contra a intenção do governo de aumentar a idade para aposentadoria dos professores, para 70 anos, já que a expectativa de vida média no país é de 67,8 anos. "Como vamos nos aposentar aos 70 anos, quando morremos aos 67,8?", questionam.

O Movimento Campesino de Orica também prestou apoio à causa dos estudantes e dos professores. A FNRP disse que os protestos são uma forma de rechaço às medidas econômicas adotadas pelo governo, que aumentaram o custo de vida no país. O objetivo é exigir o retorno da constitucionalidade e institucionalidade do Estado.

Fonte: Adital, com informações da Rede Morazánica de Informação

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